A primeira vez era sempre única. Era mágica, com a novidade e a apreensão de toda primeira vez. Não que nunca, numa outra vez, fosse bom, mas a primeira era diferente.
No primeiro beijo havia uma sensação de incredulidade, de descoberta e de uma tão bela inocência. Depois não deixava de ser bom, mas não era como na primeira. Havia o controle do algo já conhecido.
A primeira vez no palco, discursando para um público: o medo, o nervosismo e a ansiedade de antes, satisfação e alívio depois. Com as próximas vezes viria a segurança e uma cobrança maior.
Todas as primeiras vezes tinham sensações singulares, pelo esperado e pelo inesperado e pela preocupação infantil de toda primeira vez.
Certa vez houve a primeira vez que esteve com alguém. Sequer se falaram, mas misteriosamente houve a sensação de primeira vez. E, pela primeira vez, as outras vezes foram tão especiais quanto a primeira. E aquela impressão de primeira vez repetida era tão boa, que se apaixonou.

2 comentários:
Que brilhantezinho!
Essa coisa de ser, pela primeira vez, todas as vezes especiais como a primeira vez é tão brilhante!
Você é meu parente. Sou Piegas também...
Sempre é a primeira vez quando falo com você,é apaixonante! ;D
=*
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